sol, calor, e eu com uma camiseta lilas, "edward mãos de tesoura" se eu me lembro bem, sim isso mesmo, ela com uma blusa listrada, e uma linda bola de pelos amarrada por uma corrente em sua mão.
em uma fração de segundos eu achei que aquele momento era o momento pra ficar guardado na minha mente, um momento que eu nunca me esqueceria, porque aquilo era lindo, o vento fazia com que seu cabelo esvoaçaste, seus ombros pra baixo mostravam que ela era tímida, algo que já se podia imaginar de Manoela, e eu ali esperando ela me dar oi, eu já devia estar esperando a horas, mas nesse momento eu não ligava, porque o meu amor, a pessoa com quem escolhi viver toda minha vida, estava a quinze passos de mim.
o interessante é que ela pegou seu cachorro no colo, não sei se com medo, do meu abraço, ou com medo de qualquer coisa, mas assim mesmo a abracei, com o cachorro entre nós, naquele momento já não o considerava um cachorro, e sim um filho.
vamos batiza-lo, embora ele já tem um nome, vamos batiza-lo, sim ele era macho, mas que nome daríamos pra que aquilo, jamais saísse de nossas mentes, Lady Laura? sim , mas porque será que em minha cabeça venho esse nome, bom eu não sei, mas que eu estava feliz, eu estava porque Lady significou pra mim tanto o que significou pra dona dele, que sempre que se olhavam, pareciam que seu elo, era tão intenso, tão forte, que jamais nada poderia separa-los. e eu estava feliz, pois naquele dia eu tinha conseguido um filho e minha esposa.
e agora?
agora sou um mero "poeta" escrevendo sobre coisas aleatórias, vivendo a minha própria classe, a meu próprio fator determinante no que é certo ou não, no amor ou no ódio, vivendo com um cigarro em uma mão, e um copo de água, porque é única coisa pura dentro de mim. o resto, bom isso já diz, é resto.
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